domingo, 30 de dezembro de 2012

2013, a luta continua





"Nossos adversários políticos fracassaram em três eleições presidenciais consecutivas. E pior: perderam o bonde da história e a confiança popular. Falta-lhes voto, sobra-lhes ódio.

Como conseguirão fazer com que 40 milhões de brasileiros que saíram da pobreza mais aviltante e ingressaram na classe média, retornem às condições miseráveis em que viviam? O que farão com milhares de jovens pobres, negros e indígenas, antes discriminados e sem oportunidade, que encontraram abertos os portões das universidades através do revolucionário Pro-Uni? Os expulsarão?

A elite mais reacionária e preconceituosa, que em 2012 transbordou em seu ódio ideológico, em seu preconceito social e na congênita e sabida mesquinhez, não mais pode conter sua ira quando se viu obrigada a viajar em aviões lotados por trabalhadores e suas famílias, por exemplo. A autêntica perversão de reinar sobre um país pauperizado, doente, sem instrução e sem amanhã, foi derrotada pelo nascimento de uma Nação mais justa e fraterna.

Porém, há uma parcela importante da classe dominante, representada por articulistas da grande imprensa, empresários monopolistas e banqueiros ligados aos partidos da direita, como o PSDB e o DEM, pseudo-intelectuais e oportunistas de toda sorte, que não aceitam de forma alguma - claramente sofrendo inusitada dor íntima – o fato de que um operário e uma ex-presa política chegaram à presidência do Brasil e realizaram (e realizam) governos reconhecidamente exitosos, competentes e com imenso prestígio nacional e internacional. Dói no íntimo dessa malta de ressentidos que o seu escolhido, o incensado “príncipe dos sociólogos”, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, um ex-marxista envergonhado, carregue a marca de ter quebrado o Brasil em três diferentes oportunidades, de ter vendido o melhor do patrimônio público a preço vil em processo de privatização verdadeiramente doloso"

Comentário de João Paulo Lamberg:

Tentam desestabilizar o governo e tentam minar a imagem do ex-presidente a qualquer custo, em vão. O Brasil é o único País onde a imprensa tenta derrubar um ex-presidente.

Sabe porque não conseguirão?

O poder de compra dos trabalhadores, da nova classe média, dos que realmente trabalham e constroem a grandeza do país está movimentando nossa economia. Hoje filho de pedreiro têm acesso a universidade. Hoje o Brasil é visto de outros olhos lá fora, deixamos de ser apenas o País do Samba e do Futebol para ser o País dos Negócios, dos Grandes Eventos. A Petrobras de hoje, não é a que quiseram transformar em Petrobráx só pra agradar estrangeiros, a Petrobras de hoje é a Petrobrás do pré-sal e de dias melhores. A Petrobras de hoje não é a Petrobras da 
P-36 que afundou, hoje a Petrobras constrói suas plataformas em seu próprio País, gerando empregos. As taxas de juros são as menores da história, pela primeira vez uma presidente enfrentou os bancos privados. Ano que vêm a meta é reduzir as tarifas da conta de luz (apesar do lobby de alguns políticos aliados as empresas de energia elétrica), afinal acaba sobrando mais dinheiro para o consumidor poder movimentar ainda mais a economia.

Deixamos de ser o País do futuro pra ser o País do AGORA! E vamos continuar caminhando, seguindo em frente...Retroceder, JAMAIS!



APESAR DE VOCÊS!
MÍDIA, OPOSIÇÃO E OS QUE TORCEM CONTRA
CONTINUAREMOS CAMINHANDO, SEM RETROCEDER!

sábado, 29 de dezembro de 2012

Aécio aparelha Light




Aécio Neves (PSDB-MG), quando era governador, usou a CEMIG para comprar o controle da Light (distribuidora de eletricidade no Rio).

Aparelhou a empresa com políticos compadres do DEM, PSDB e PPS. Resultado: Privataria Tucana e APAGÃO!





Está explicado Aécio ser contra a CEMIG baixar a conta de luz.

Os demotucanos são uma mãe para banqueiros e investidores. Primeiro privatizaram a Light na bacia das almas, dizendo que a iniciativa privada iria investir na empresa. Depois do apagão do racionamento de 2001, depois de subir tarifas, depois que tiraram o lucro sem investir, Aécio Neves (PSDB-MG), quando era governador, comprou de volta o controle da empresa sucateada, ao preço que o Grupo Andrade Gutierrez quis vender.

Mas os problemas não acabaram. A empresa continua sucateada, a terceira pior entre 33 do Brasil no ranking da ANEEL. Bueiros explodiram nas ruas. Vive faltando luz em diversos bairros do Rio e, agora, até nos Aeroportos. É nisso que dá o choque de gestão demotucano.




Aécio arrumou uma boquinha na Light para políticos demotucanos que moram na Bahia e em Pernambuco, mesmo a empresa sendo no Rio. O ex-genro de FHC, David Zylbersztajn (PSDB-RJ), que está em todas, também está lá.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

terça-feira, 25 de dezembro de 2012

UMA DÉCADA DE PROGRESSO: Partido completará uma década na presidência em 1º de janeiro com uma vantagem competitiva extra na briga do poder: Lula continua popular; Dilma, idem.


Brasil 247


ECONOMIA

Sem dúvida, a grande responsável pela reeleição de Lula, em 2006, e a eleição de Dilma, em 2010. A grosso modo, Lula manteve alguns pilares básicos da gestão do seu antecessor, Fernando Henrique Cardoso, como o câmbio flutuante, o regime de metas de inflação, a autonomia relativa do Banco Central… Mas acrescentou uma postura mais intervencionista na economia. Os bancos públicos, por exemplo, foram usados para forçar a queda dos juros na ponta.

As políticas compensatórias, como o Bolsa Família, antes de instrumentos de inclusão social, viraram políticas de inclusão econômica. Com isso, empresas antes satisfeitas com o atendimento às classes média e média-alta, viram um novo mercado, muito mais numeroso. Surgia uma nova classe média. O salário mínimo, deliberadamente, passou a ter aumentos reais mais significativos, elevando o poder de compra.

A economia no governo Lula passou a crescer mais, chegando a mais de 5% nos últimos anos lulistas. Com Dilma, os números caíram, mas ainda assim o PIB aumentou mais, na média, do que no período FHC.

POLÍTICA EXTERNA

Alvo constante das críticas da oposição, a relação do Brasil com o mundo também mudou no reinado petista em Brasília. A prioridade deixou de ser a relação com a Alca e os Estados Unidos, e mercados antes quase ignorados, como o Oriente Médio, ganharam fôlego na política externa petista.

Lula, aproveitando-se da popularidade e do simbolismo do “ex-operário pobre” que chegou à presidência, correu o mundo tentando dar protagonismo ao país. Foi chamado de “o cara” pelo presidente Obama; tentou, sem sucesso, ajudar na negociação entre palestinos e judeus. O resultado prático não foi tão evidente. Mas a diversificação de mercados acabou ajudando, depois do declive americano a partir de 2008, seguido pelo europeu.

MÍDIA

Poucas vezes, ou talvez nunca, a grande imprensa foi tão impiedosa com um governo federal quanto nos últimos 10 anos. Em 2010, a presidente da Associação Nacional de Jornais (ANJ), Maria Judith Brito, chegou a admitir que a imprensa estaria atuando como um partido de oposição: “Obviamente que os meios de comunicação estão fazendo, de fato, a posição oposicionista deste país, já que a oposição está profundamente fragilizada”. O resultado prático dessa “posição oposicionista” foi inócuo, já que Lula continuou popular, foi reeleito e elegeu Dilma, que também é muito popular.

Para fazer frente à “velha” e grande mídia, surgiram blogs simpáticos ao Planalto, logo apelidados de “blogs progressivos”, ou “blogs sujos”. Foram, e ainda são, acusados de serem chapa branca. Nos dez anos de PT no poder, uma nova palavra ganhou a internet: o PIG, ou Partido da Imprensa Golpista. A resposta veio no mesmo tom, criando-se o JEG, ou Jornalismo da Esgotofera Governista.

O PT, mas principalmente Lula e Dilma, ficou em situação embaraçosa. Sem querer comprar briga com os grandes grupos, protelaram e protelam qualquer discussão sobre uma regulação na mídia, nos moldes do que fez a presidente argentina Cristina Kirchner. São criticados pelos aliados por isso; e são igualmente criticados pela chamada grande mídia, que vê no partido e no governo federal uma “vontade” pouco oculta de controlar a imprensa.


Mais Acesso à EDUCAÇÃO: 

Educação superior avançou substancialmente, em número de matriculados e de conclusões dos cursos de Graduação. 




A boa notícia é que o número de matrículas e de alunos concluintes de cursos superiores no Brasil não para de crescer...

Daí a primeira lição aos oposicionistas - aqueles que acreditam, por conta de sua síndrome de vira-latas, que tudo vai mal no país e que nosso futuro está ameaçado - não adianta jogar contra o país, pois não é simulando más notícias que vocês vão convencer alguém a votar contra o governo atual e por consequência devolver o governo às elites conservadoras, hoje representadas pelos PSDBistas, DEMocratas e PPSistas...




POLÍTICA PARA O MÍNIMO EXPLICA CICLO DO PT



Brasil 247


A média de aumentos no salário base no governo de Fernando Henrique Cardoso, com efeito, foi de R$ 17,50 ao ano. Lula mais do que dobrou esse número em seus oito anos no Palácio do Planalto (R$ 38,57 anualmente, na média). Com Dilma, nova expansão na média (R$ 56). Em dólares, o quadro fica ainda mais favorável aos petistas, uma vez que, a partir de 1999, a desvalorização do real jogou para baixo o valor relativo do mínimo (veja o gráfico acima). Em dólares, por exemplo, o mínimo começa 2013 valendo US$ 322,85. Lembrando que ele começou 2003, primeiro ano de Lula, em US$ 77 -- depois de atingir um pico de US$ 120 em 1998, sob FHC -- e praticamente não parou de elevar-se desde então.

São números incontestáveis. Com FHC, houve retrocesso. Com Lula, transferência de renda. A partir daí, claro, podem-se fazer julgamentos políticos. Um deles é que os últimos anos foram beneficiados por um mundo melhor na economia, ao contrário do período dos tucanos no poder, com crises frequentes em todos os continentes. Mas esse argumento esbarra na situação mundial desde 2008, com a crise americana.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Filha de Serra na revista de bilionários e no Mercado Livre





A filha do governador José Serra (PSDB/SP), Verônica Allende Serra, mostra-se uma verdadeira "Ronaldinha" nas artes de fazer fortuna no regime capitalista.
O talento capitalista é tão grande que ela já aparece nas páginas on-line da revista Forbes (dedicada a bilionários e milionários do mundo, encabeçada por gente da estirpe de Bill Gates, George Soros, Carlos Slim, etc).

Sua presença na revista Forbes, é porque ela já é sócia e membro da multinacional e maior empresa de leilão na internet da América Latina, Mercado Libre (Mercado Livre, no Brasil). A filha de José Serra, ocupa destacada posição na diretoria entre os 10 principais executivos (top-10).


domingo, 16 de dezembro de 2012

CAI CONFIANÇA DO LEITOR NA IMPRENSA TRADICIONAL




quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Ofensiva contra Lula não tem mais limites



R7


Os antigos donos do poder simplesmente não se conformam de ter perdido o controle do país depois de 500 anos de dominío.

Como não conseguiram recuperá-lo em sucessivas eleições, buscam agora outros meios para impedir a reeleição da presidente Dilma Rousseff, atingindo o seu principal eleitor, o ex-presidente Lula.

Para atingir este objetivo, tentam desde o início do governo Dilma jogar um contra o outro, buscando desqualificar o PT e as forças sociais que o levaram à vitória em 2002.

Até hoje não funcionou. Ainda ontem, durante visita oficial à França, a presidente Dilma foi a primeira autoridade brasileira a sair em defesa de Lula:

"É sabida a minha admiração,  meu respeito e a minha amizade pelo presidente Lula. Portanto, eu repudio todas as tentativas - e esta não será a primeira vez - de tentar destituí-lo da imensa carga de respeito que o povo brasileiro lhe tem".

A iniciativa do debate político no país para a discussão dos grandes temas nacionais deixou de ser do Executivo e do Legislativo e hoje é determinado por uma ação coordenada entre a mídia e as instituições jurídico-policiais, que estabelecem a pauta do noticiário.

Na mesma terça-feira em que uma reportagem do "Estadão" vazou as declarações feitas por Marcos Valério em depoimento à Procuradoria-Geral da República, em setembro, envolvendo Lula no mensalão, o presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, ao ser indagado sobre a necessidade da abertura de novas investigações, não pensou duas vezes: "Creio que sim".

Foi o que bastou para que a concorrente "Folha" saísse com a manchete garrafal: "Presidente do Supremo quer Lula investigado no mensalão".

Faltando ainda dois anos para as eleições presidenciais de 2014, só posso atribuir esta ofensiva contra Lula agora ao desespero de setores alijados do poder pelo PT que não conseguem encontrar um candidato viável e confiável. Na falta de um candidato, procuram destruir o outro lado.

Cada vez que sai uma nova pesquisa de opinião mostrando a força de Dilma e Lula no eleitorado e a fragilidade dos candidatos da oposição, parece aumentar o furor dos que não se conformam com as conquistas sociais e econômicas dos últimos anos que garantem a alta popularidade dos líderes petistas, apesar do bombardeio sofrido nos últimos meses.

Desta forma, antes mesmo do julgamento do mensalão terminar, vai começar tudo de novo, quem sabe esticando o caso até as próximas eleições presidenciais, enquanto repousam no Supremo Tribunal Federal toneladas de processos antigos envolvendo outros políticos de outros partidos.




quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Niemeyer Além da Arquitetura


  Mais que um arquiteto, um pensador do mundo e um defensor dos direitos Sociais


Niemeyer, transformador de horizonte




Niemeyer é homenageado pelos comunistas franceses

O edifício sede do Partido Comunista Francês foi projetado em 1966 por Niemeyer, que nada cobrou pelo projeto





"Niemeyer foi um sábio, solidário e comunista!


O povo brasileiro e a humanidade perderam um de seus melhores amigos que viveu ao longo do seculo 20.



Niemeyer foi mais do que um arquiteto, foi um amante da vida e um incansável defensor da igualdade entre todos os seres humanos."





Jornal Cubano destaca a Amizade entre Fidel Castro e Niemeyer









quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Tucanos impedem redução da tarifa de energia




Fiesp quer que SP, MG e PR paguem a conta Brasil247

Estados que não aceitaram aderir integralmente às renovações das concessões de energia elétrica "vão ter que arcar com as consequências de frustrar os brasileiros", defende o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, Paulo Skaf.

PARABÉNS INCOMPETENTES DOS GOVERNOS DO PSDB...ENTÃO AS EMPRESAS DE ENERGIA SÃO MAIS IMPORTANTES QUE OS CONSUMIDORES E A MAIOR COMPETITIVIDADE DA INDUSTRIA BRASILEIRA.

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Energia a Preço Justo: Têm Gente Jogando Contra




Os governadores tucanos Geraldo Alckimin (SP), Beto Richa (PR) e Anastasia (MG) com apoio do senador Aécio Neves, deram um tiro no pé, ou melhor, no bolso da população de seus estados, ao não aderirem ao plano da presidenta Dilma para baixar a conta de Luz.

O resto do Brasil todo aderiu. Com isso a queda média nacional na tarifa será de 16,7%. Se os governadores tucanos tivessem aderido, seria 20,2%.

Os tucanos preferiram priorizar o lucro maior dos acionistas da CEMIG, CESP e COPEL do que aliviar o bolso da população, e os custos da industria. A população destes estados será mais penalizada do que o resto do Brasil. Além de pagar tarifa maior, espantará para outros estados novos investimentos industriais que geram empregos, impostos e movimenta a economia.

Os tucanos e acionistas só olharam para o curto prazo. Terão um lucro pouco maior por um, dois ou três anos, depois perderão a concessão das Usinas que estão vencendo, e irão a leilão. Terão que disputar com outras empresas em condições mais desfavoráveis.





segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Regulação da Mídia: O Ruim Sempre Pode Piorar



Por Venício Lima em Observatório da Imprensa


Apesar do trabalho desenvolvido há décadas por pessoas e/ou entidades da sociedade civil, e apesar do inegável aumento da consciência coletiva sobre a centralidade da mídia na vida cotidiana, não tem havido resposta correspondente dos poderes da República no sentido da proposta e/ou implementação de políticas públicas que promovam a universalização do direito à comunicação em nosso país.

Ao contrário. Ações que representariam avanços relativos, muitas vezes, não são cumpridas, se descaracterizam ou se transformam em inacreditáveis recuos – alguns, com apoio em decisões do Judiciário.

São muitos os exemplos. O principal deles é certamente a própria Constituição de 1988, cuja maioria dos artigos relativos à comunicação social não logrou ser regulamentada decorridos 24 anos de sua promulgação.

Outros, não menos importantes, incluem:

- O decreto que criava o serviço de retransmissão de TV institucional (RTVIs), que foi revogado dois meses depois (2005);

- O resultado do trabalho de duas comissões criadas no âmbito do governo federal para propor uma nova regulamentação para as rádios comunitárias (GT 2003 e GTI 2005), que nunca foi levado em conta;

- O primeiro decreto sobre o modelo de TV digital (2003), que foi substituído por outro apontando para a direção inversa (2006);

- O pré-projeto que transformava a Ancine em Ancinav (2004) que nunca chegou sequer a se tornar projeto, mas seus opositores foram contemplados com a criação do Fundo Setorial do Audiovisual (2006) e, mais recentemente, com a polêmica Lei 12.485/2011;

- As diretrizes originais para a comunicação constantes da primeira versão do III Programa Nacional de Direitos Humanos, PNDH3 (2009) foram alteradas menos de cinco meses depois por novo decreto (2010): excluíram-se as eventuais penalidades previstas no caso de desrespeito às regras definidas; e exclui-se a proposta de elaboração de “critérios de acompanhamento editorial” para a criação de um ranking nacional de veículos de comunicação.

- A convocação e realização da 1ª Confecom – Conferência Nacional de Comunicação, que produziu mais de 600 propostas que jamais saíram do papel (2009);

- Os três decretos que finalmente geraram um anteprojeto de marco regulatório para a comunicação eletrônica (2005, 2006 e 2010) que nunca se tornou público

E por aí vai.

Temas recorrentes
Há de se registrar ainda decisões do poder Judiciário como:

1. A improcedência da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) que sustentava a inconstitucionalidade de quatro artigos do decreto 5820/2006 (TV Digital);

2. A não regulamentação do “direito de resposta” em função da inconstitucionalidade total da antiga Lei de Imprensa;

3. O estabelecimento de uma hierarquia de liberdades que privilegia o direito das empresas sobre o direito do cidadão; e,

4. A recente criação de um Fórum Nacional do Poder Judiciário e Liberdade de Imprensa no Conselho Nacional de Justiça – onde terão assento as principais entidades representantes da grande mídia – com o objetivo de monitorar as ações judiciais que envolvem o que tem sido chamado de “censura judicial”. Na prática, mais uma proteção à liberdade das grandes empresas de mídia em detrimento do direito do cidadão.

Muitas dessas questões têm sido tratadas neste Observatório mais de uma vez, ao longo do tempo. Não há qualquer novidade nisso.

Os conselhos de comunicação
Há, todavia, um exemplo que merece referência especial pela constatação da incrível impotência de atores da sociedade civil – inclusive, de partidos políticos e parlamentares – além da imensa frustação que representa para aqueles que lutam pela universalização da liberdade de expressão no nosso país: os conselhos de comunicação.

A história é conhecida, mas vale um breve resumo. Ponto principal de disputa na Constituinte de 1987-88, a criação de uma agência reguladora nos moldes da FCC americana se transformou, na undécima hora, no Conselho de Comunicação Social, órgão auxiliar do Congresso Nacional (artigo 224). Regulamentado por lei em 1991, só foi instalado 11 anos depois, em 2002. Funcionou por quatro anos e ficou desativado por cerca de seis anos. Recentemente foi reinstalado de forma autoritária e sob protesto da Frentecom e do FNDC. Sua composição não traduz a ideia da Constituição de 1988, de um órgão plural com representação diversa. Há um claro predomínio de interesses empresarias.

Na primeira sessão do novo CCS, um representante da grande mídia propôs reduzir suas funções regimentais para que sua ação de assessoramento se restrinja apenas às demandas do Congresso Nacional, excluindo, por exemplo, a possibilidade de debate e encaminhamento das propostas aprovadas na 1ª Confecom.

Nos 10 estados (e no Distrito Federal) onde as Constituições e a Lei Orgânica preveem conselhos estaduais de comunicação – a exemplo do CCS –, até hoje apenas na Bahia ele foi instalado (2012) e, mesmo assim, com funcionamento precário.

Em pleno século 21, na contramão de países vizinhos e das democracias liberais consolidadas, permanecemos praticamente sem um único espaço democrático institucionalizado onde questões relativas à universalização da liberdade de expressão possam ser sequer debatidas.

No Brasil, no que se refere à regulação democrática da mídia, o ruim pode sempre piorar. E tem piorado.



quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Com voto do Brasil, ONU eleva status da Palestina a Estado observador



O povo palestino festejou nas ruas uma de suas maiores conquistas diplomáticas e conquistou na Assembleia Geral das Nações Unidas o status de Estado observador não membro (semelhante à situação do Vaticano). Até hoje, a Palestina era uma "entidade" observadora.

Dos 193 Estados membros com direito a voto no plenário, 138 concordaram com a proposta (incluindo o Brasil e, pasmem, o Reino Unido). Apenas 9 votaram contra (encabeçados pelos EUA e Israel). Outros 41 países se abstiveram.

A nota emitida do Itamaraty:





Clique aqui e veja as reportagens da TV Brasil, e a análise de Emir Sader:

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Barbosa destravará “mensalão tucano”? Por Altamiro Borges




Por Altamiro Borges

Em sua midiática posse ontem como presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) – a Globo News transmitiu toda a cerimônia e o JN deu um baita destaque –, o ministro Joaquim Barbosa afirmou que há “um grande déficit de Justiça” no Brasil e que ele aspira um Judiciário “sem firulas, floreios e rapapés” e sem “tratamento privilegiado”. Seu discurso foi curto, de quinze minutos, e ele tentou aparentar mais calma, nada comparável à badalada figura do “Batman”. A questão é: ele cumprirá as suas promessas da posse?

Como relator do processo do chamado “mensalão do PT”, Barbosa ficou famoso pela agressividade e contundência. Será que terá o mesmo comportamento em outros julgamentos? Ainda antes da posse na presidência do STF, ele deu prazo de 40 dias para que as testemunhas de outro processo, o do “mensalão do PSDB” – que a mídia insiste em chamar de “mensalão mineiro” – sejam ouvidas. Este esquema, anterior ao petista, financiou a derrotada campanha pela reeleição de Eduardo Azeredo ao governo mineiro, em 1998.

Na ocasião, o próprio tucano confessou que parte do dinheiro arrecadado serviu também para a campanha do ex-presidente FHC. Hoje ele afirma que não sabia que os recursos não tinham sido contabilizados, que eram provenientes do caixa-2. Ele argumenta que não há provas sobre o seu envolvimento. A ausência de provas, porém, não serviu para inocentar os réus no processo do “mensalão petistas”. Será que a mesma “jurisprudência” servirá para os tucanos. Barbosa será tão implacável na presidência do STF. A conferir!

Cachoeira garante estar em forma para reestreia



sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Opinião Pública x Opinião Publicada





A imprensa quer falar pelo povo e representá-lo, mas não disputa eleições e não concorre a cargos públicos. Ela não tem voto. A imprensa é tão arrogante e ignorante que confunde opinião pública com opinião publicada. A imprensa publica e opina, por meio de matérias combinadas, de editoriais, de articulistas e de colunistas. Por isso, sua opinião é publicada. Ela paga a profissionais para publicar suas opiniões sobre determinado assunto. Por sua vez, a opinião pública é feita, é realizada e é concretizada por intermédio do voto. Portanto, o voto é a opinião pública. Palavra e opinião de jornalista ou de quaisquer outras pessoas que atuam em outros segmentos é opinião publicada. Então, vamos ver se a imprensa entendeu: 1) jornalista = opinião publicada, que, por sinal, tem valor. 2) povo = opinião pública = o voto, que, por sinal, tem muito mais valor. É isso aí.





quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Mente colonizada da Globo leva Bonner a Washington para cobrir eleições de lá





A TV Globo tem correspondente nos EUA. A Globonews também. TV's de lá e Agências de Notícias podem fornecer ampla cobertura, inclusive muito mais completa. Então o que Bonner teria a acrescentar, indo pessoalmente lá?

Apenas a reverência do pensamento colonizado, submisso, e do puxa-saquismo da TV Globo aos EUA pode explicar.

O simbolismo da presença de Bonner é a forma de editorializar a notícia para dar impressão de tratar-se de algo mais importante do que realmente é para nós, brasileiros.

É a doutrinação que a Globo quer passar ao telespectador da velha ideia colonizada de que "o que seria bom para os EUA, seria bom para o Brasil".

É a pregação do alinhamento submisso aos interesses dos EUA, do entreguismo demotucano, da ALCA, da entrega do pré-sal à Chevron, de voltar as costas para a integração sul-americana, de não votar contra os EUA na ONU. De tirar o "B" dos BRIC`s. É a apologia do pensar pequeno, de ser sabalterno como era FHC.

Não por acaso, telegramas da embaixada estadunidense no Brasil vazados pelo Wilileaks, relatam conversas com os colunistas da emissora, Merval Pereira e William Waack abastecendo os gringos como informantes e colaboradores.

Ficaria mais "fofo" se William Bonner usasse também um chapéu de Mickey daqueles da Disney e agitasse uma bandeirinha de lá.


Por Zé Augusto em Amigos do Presidente

Marcos Valério captou recurso para Aécio em 2002, afirmou Ag. Estado



quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Longe da periferia e da renovação



O filme já foi visto antes. Ao fim da campanha, após um resultado adverso nas urnas, toma forma no PSDB o discurso pela renovação de seus quadros. Foi o que aconteceu em 2006, quando o tucano Geraldo Alckmin, hoje governador de São Paulo, foi derrotado pelo petista Luiz Inácio Lula da Silva na eleição presidencial. Desde então, afirma Celso Roma, cientista político pela USP e especialista em partidos políticos e eleições, o processo de renovação foi colocado na geladeira para ser repetido, seis anos depois, após o revés sofrido agora por José Serra na corrida pela prefeitura de São Paulo. “As palavras não se transformaram em ações”, diz Roma.

Serra rejuvenesce a cada derrota eleitoral




terça-feira, 30 de outubro de 2012

Reprovado por 69% do eleitorado, o rejeitado vai dividir o ostracismo com seu amigão FHC



Com rejeição recorde do eleitorado, de mais de 50%, o tucano foi abatido e nem julgamento do STF e baixarias lhe ajudaram 


O segundo turno das eleições municipais teve seu fim com o golpismo privatista comendo grama, isto é, com Serra disputando com as abstenções mais votos brancos e nulos, quem seria o segundo lugar na maior cidade do país - na qual os tucanos (diretamente ou através do operoso Kassab) detinham a Prefeitura há oito anos. Não adiantou o esforço dos institutos de pesquisa, e a mídia, para escalarem os participantes do segundo turno e facilitar a vitória do seu candidato.

Para que não haja dúvida sobre os fatos, é forçoso ressaltar que, por pouco, Serra não perde também para esse adversário: aqueles que não foram votar, ou votaram em branco, ou votaram nulo, em São Paulo, foram 29,27% do eleitorado (em termos absolutos: 2 milhões, 522 mil e 682 eleitores). A votação de Serra foi 31,43% do eleitorado (2 milhões, 708 mil e 768 votos). Quase um empate, em que o último candidato ficou acima das abstenções, votos em branco ou nulos, apenas 2,16% (uma diferença de 186.086 votos, num eleitorado total de 8.619.170) e 69% (em termos mais exatos, 68,57%) do eleitorado – 30 pontos mais que a votação de Haddad, ou seja, 6 milhões de eleitores – rejeitaram Serra.

É justo, também, observar que a votação de Serra no domingo significa uma queda de 718.903 votos em relação à votação que ele teve, na cidade de São Paulo, no segundo turno das eleições de 2010 para presidente (enfrentando, portanto, uma candidata mais forte que Haddad: a presidente Dilma Rousseff). Essa queda é, também, equivalente a 12% dos votos válidos apurados no domingo.

A que se deve esse desempenho sofrível – mais medíocre do que sofrível – de um candidato que era, desde o retiro asilar de Fernando Henrique, a principal figura do principal partido da oposição, duas vezes candidato a presidente, e, antes, senador, ministro, prefeito e governador do Estado economicamente mais importante do país, cargos que, invariavelmente, deslustrou?

Serra demonstrou, nessa eleição, sobretudo no fim, uma quase total falta de controle – exibindo seu autoritarismo mussoliniano, sem travas, na TV e na rua. Mas não foi por isso que perdeu a eleição; ao contrário, não conseguia se controlar porque sabia que estava perdendo.

Talvez o sujeito tenha de ser maluco para ser candidato logo depois de lançada, e ainda sendo best-seller, uma arrasadora consolidação dos seus malfeitos, tão insofismável quanto o livro de Amaury Ribeiro Jr., "A Privataria Tucana". Publicamos, há alguns meses, vários trechos do livro, embora, com exceção de uma, todas as denúncias, fatos e demonstrações ali expostos já tivessem aparecido anteriormente aqui no HP. Mas isso nada tira do mérito e da força do livro, que está, além da consolidação em si (ou seja, em reunir num único local um vasto material disperso, o que não é nada fácil), precisamente, em abordar os atos de Serra, durante o niágara de privatizações do governo Fernando Henrique, sob um ângulo mais policial do que político. O resultado é politicamente – e policialmente - devastador.

Dito de outra forma: é preciso uma dose de cinismo razoável para se lançar candidato, depois de aparecer um livro com esse grau de clareza e profundidade, indicando os crimes, os criminosos e o criminoso. Maior dose ainda é preciso, com esse telhado de vidro, para atacar o governo e os candidatos da base do governo com a farsa do "mensalão". E nem vamos falar de suas explicações sobre o por quê de ter abandonado a Prefeitura em 2006, depois de jurar, e até passar papel em cartório, que de lá não sairia, nem se o Pacaembu voasse em direção ao mar.

Não é uma boa coisa que Haddad tenha passado ao largo dos fatos, agora de amplo conhecimento público, que estão no livro de Amaury Ribeiro Jr., preferindo opor ao suposto – e falso - "mensalão do PT", levantado por Serra, o dinheiroduto de Azeredo em Minas, do qual o primeiro seria apenas uma "cópia" (sic) do segundo.

Não é uma boa coisa porque não é verdade.

A drenagem de dinheiro público no governo tucano de Azeredo é um fato; no caso das acusações contra dirigentes do PT, exceto o corriqueiro caixa dois de campanha, nada há que não seja uma impostura. Portanto, não houve "cópia" alguma – e nada poderá apagar ou pintar de dourado a injustiça flagrante perpetrada contra José Dirceu, José Genoino e outros cidadãos, sem que prova alguma tenha aparecido contra eles. O que o caso demanda é a correção do esbulho, não o seu embelezamento.

A questão é que o único tema de campanha da reação, nessas eleições - com o prestimoso auxílio de alguns pequenos dinossauros ideológicos que, sabe-se lá como, chegaram a ministros do STF - era essa armação fraudulenta, que, realmente, lembra os nazistas (deve ser por isso que a maioria do STF seguiu uma teoria nazista para condenar os acusados: para que serviria uma teoria jurídica nazista, senão para coonestar armações fraudulentas nazistas?).

No entanto, não deu certo. Como poderia dar, se a mídia golpista só consegue mostrar a borduna para o povo – de forma tão escancarada, tão grosseira, tão estúpida, que logo qualquer sujeito mais ou menos normal percebe que há algo estranho? Ocupar 18 minutos do Jornal Nacional com ataques ao PT, logo antes do horário eleitoral do partido, não é a forma mais sutil de fazer propaganda ilegal, insidiosa e difamatória. Já se sabe que o povo não é besta – e somente cretinos como o sr. Ali Kamel, promovido a diretor de jornalismo da Globo no último dia 19 de setembro, acham que podem provocá-lo sem consequências. Com isso – a ostensiva manipulação da farsa do mensalão, tão ostensiva a ponto de quase ninguém, mesmo aqueles que erradamente acreditaram na farsa, ter dúvida de que se trata de uma manipulação eleitoreira – ajudaram Serra a se afundar em seu mangue político. Quem é que gosta de perceber que estão tentando manipulá-lo?

O golpe da farsa do "mensalão", agora em fase jurídica, fracassou outra vez: conseguiram condenar alguns inocentes, mas ao preço de revelar que aqueles que no STF foram cúmplices, estavam interessados em banhar-se na luz dos refletores dessa mídia, não em fazer justiça. Talvez por perceber confusamente o quanto estavam expostos, acabaram induzidos a exibir sua truculência na TV, e nenhuma encenação é mais ridícula na TV, ou mais indignante, que a da truculência, sobretudo quando ela não tem força para ser sustentada - é, quase apenas que tão somente, desejo.

Pior ainda foi a própria mídia – da "Veja" até a Globo, passando pela "Folha" e outras piranhas que seguem os tubarões. Sim, leitor, nós sabemos: peixes de rio não seguem peixes do mar; é que a outra imagem que nos passou pela cabeça era demasiado pouco familiar...

CARLOS LOPES

Milícia da Zona Oeste proíbe vans de circularem




A população da Zona Oeste está sofrendo cada vez mais com o poder nefasto das milícias. Agora a milícia Liga da Justiça, aquela que Beltrame já foi para a televisão duas vezes anunciar que foi dizimada, mostra que está mais viva e ousada do que nunca. 

Isso aí é acerto de contas eleitoral. As milícias apoiaram Paes, que não estaria cumprindo um dos acordos. Para pressionar eles proibiram as vans de circular 

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

O pensamento da Massa Cheirosa



O que a "massa cheirosa" pensa sobre PROUNI, ENEM e Política de Cotas

Obs: Não querem e nem sabem repartir o pão, não querem que seus privilégios sejam ameaçados.

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Ex-presidente do BNDES revela conexão de Serra com fraudes




A "ponta do iceberg" da corrupção capitaneada por Serra surgiu no escândalo dos grampos do gabinete de Luiz Carlos Mendonça de Barros, então presidente do BNDES. Numa das conversas Barros revela as fraudes nas privatizações: “O negócio tá na nossa mão, sabe por quê? Se controla o dinheiro, o consórcio. Se faz aqui esses consórcios borocoxôs”.

A conexão com Serra surge numa ligação entre Barros e o ex-tesoureiro de campanha do tucano, Ricardo Sérgio de Oliveira, na qual acertam que o Banco do Brasil será fiador de outro banco, o Opportunity, para este participar do leilão das teles: “Estamos no limite de nossa irresponsabilidade”, disse Ricardo Sérgio na gravação.