Apostar num fracasso da Copa,
porém, envolve muito mais do que o episódio eleitoral. Como vimos, a“marca-país” é algo muito mais sério, importa a várias gerações, e seria
lamentável que brasileiros, propositadamente, ajudassem a detonar uma
construção tão difícil. Já nos bastam os problemas que realmente temos; não
precisamos de outros gerados pela ambição de poder de alguns políticos. Além
disso, não há provas de que o resultado da Copa influa decisivamente nas
eleições. Já o prejuízo em termos de imagem internacional do país, caso o
Brasil falhe, este é previsível cientificamente, e os danos custarão décadas a
serem reparados, afetando, inclusive, o próximo megaevento, os Jogos Olímpicos
do Rio de Janeiro."
sexta-feira, 30 de maio de 2014
quarta-feira, 28 de maio de 2014
terça-feira, 27 de maio de 2014
ERA FHC
Como o governo Fernando Henrique Cardoso terminou no final de 2001, e ele foi eleito pela última vez em 1998, nenhuma pessoa com menos de 30 anos se recorda bem de seu governo e você precisa ter pelo menos 34 anos para poder ter se arrependido de votar nele. Significa que é muito distante a memória do que era o modelo das "medidas impopulares", que reaparecem agora como se fosse algo novo.
Fica difícil para grande parcela do eleitorado, que não viveu na pele o que foi o período final do século passado e o início deste, recordar quais eram os paradigmas que se vivia, qual era a situação social e econômica do país. Para muitos fica parecendo que os problemas do Brasil surgiram agora, principalmente para quem é mais jovem.
É exatamente para os mais jovens que apresentamos esta pequena e didática coletânea sobre os tempos de FHC, baseada em recortes de jornal e revistas da época. Vale lembrar que esses jornais e revistas eram, no fundamental, associados do projeto de poder vigente. E ainda são. Talvez por isso as manchetes não sejam tão contundentes quanto necessário. Mas certamente serão suficientes.
DESEMPREGO
JUROS
COMBUSTÍVEL
PROBLEMAS SOCIAIS
APAGÃO
sábado, 24 de maio de 2014
quinta-feira, 22 de maio de 2014
CRISE EM SP
Provocada pela má gestão e falta de
investimentos dos governos do PSDB no estado de São Paulo, a crise no
abastecimento de água já começa a repercutir em outras áreas.
Cidades que dependem do Sistema Cantareira já sentem aumento no desemprego e a desvalorização de seus imóveis.
Cidades que dependem do Sistema Cantareira já sentem aumento no desemprego e a desvalorização de seus imóveis.
sábado, 17 de maio de 2014
QUEM TEM MEDO DO PASSADO
Paulo Moreira Leite
A comparação entre o Brasil de hoje e aquele
que antecede a chegada de Lula ao Planalto, em 2003, é chocante e perturbadora.
Aposto que muitos eleitores sequer se dão conta do que mudou no país ao longo
de onze anos. A comparação, é claro, só prejudica quem quer ganhar a eleição de
outubro com o discurso do caos e da catástrofe e, ciente da impunidade
junto aos meios de comunicação, chega a prometer “medidas impopulares” sem
ficar corado nem temer por repercussões negativas.
A comparação com o discurso do medo
apresentado por Regina Duarte, na reta final de 2002, não faz sentido. O
discurso de 12 anos atrás não podia apoiar-se em fatos objetivos.
Naquele ano, a inflação disparava e o país
pedia socorro ao Fundo Monetário Internacional para não quebrar. A popularidade
de Fernando Henrique era tão baixa que José Serra, candidato do governo,
preferia manter distância do Planalto e do presidente. Quando perguntado sobre
a economia – um desastre nos ultimos anos de FHC – o candidato tucano não
colocava a culpa na crise internacional apenas. Fazia questão de dizer que o
governo FHC não seguira a política economica de sua preferência.
O PSDB até podia falar no medo mas não
conseguia apresentar nenhum motivo para transmitir segurança ao eleitorado em
caso de vitória de seu candidato. Este era o ponto. Era uma aposta no
irracional, no pavor do desconhecido, naquilo que os psicanalistas chamam de
inconsciente. No vale tudo da reta final, o olhar de Regina Duarte tinha muito
de heroína de novela. Mas sua alternativa era o apagão, o desemprego, as
privatizações.
Você sabe minha opinião
sobre o governo Lula-Dilma e não vou explicar o que penso aqui. Mas é evidente
que vive-se outra situação com uma economia que mantém o menor desemprego da
história, que valoriza o salário mínimo e consegue, com muitos esforços, manter
a inflação na melhor média desde a posse de FHC no Planalto, em 1995.
A campanha pela reeleição de Dilma compara
passado e presente porque pode fazer isso. Não fala de um sentimento, que pode
ser manipulável, mas de fatos. Não faltam emoções nos momentos de encontros de
brasileiros consigo mesmos. Você pode até achar que se chegou ao melodrama. Mas
o conteúdo é racional, compreensível. É político.
Eu acho provável que a
campanha venha adquirir outra dinâmica nas próxiimas semanas. Num país onde os
meios de comunicação vivem num mundo fechado, de suas próprias ideologias e
preferencias seletivas, a propaganda eleitoral é um raro espaço
democrático.
Vai oferecer ao governo Dilma uma chance
única de dialogar com os brasileiros e defender seu legado político. É por isso
e apenas por isso que a oposição teme comparações com o passado.
quinta-feira, 15 de maio de 2014
terça-feira, 13 de maio de 2014
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