quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Ipea sugere instrumentos para a democratização da mídia no Brasil

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) defende — em um documento publicado em setembro deste ano — que o governo adote "medidas políticas, legais e econômicas" para a democratização da mídia no país. O autor, o professor de Ciência Política da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Francisco Fonseca, alerta para a existência, no Brasil, de monopólios e oligopólios no setor que atrapalham a pluralidade das informações.

 “O Estado e a sociedade não possuem instrumentos eficazes para fiscalizar e responsabilizar os veículos pelos conteúdos divulgados”, afirma.

A publicação destaca o grande poder de influência dos cinco principais conglomerados de mídia (Globo, Record, SBT, Band e RedeTV), que detêm 82,5% da audiência nacional na TV aberta. “Ressalte-se que as redes de TV congregam emissoras de rádio FM e AM, além de jornais, revistas e portais de internet. Isso amplia a concentração na distribuição de informação, constituindo-se claramente oligopolização, o que contraria a Constituição”, informa.

O texto recomenda ainda o “rigoroso impedimento da concentração acionária dos veículos de comunicação” e a proibição de que um mesmo proprietário possua diversas modalidades de meios comunicacionais. Além disso, sugere critérios mais claros e transparentes para as outorgas de canais de rádio e TV.

Conselho de Comunicação Social

Como mecanismo de responsabilização da mídia, Fonseca sugere, por exemplo, que cada veículo de comunicação tenha obrigatoriamente um ouvidor independente, eleito por entidades da sociedade civil, mas pago pelas empresas. O autor recomenda, ainda, o fortalecimento do Conselho de Comunicação Social (CCS), órgão auxiliar do Congresso Nacional para assuntos relativos à comunicação, previsto na Constituição e desativado desde 2006. “A responsabilização dos veículos deve ser inerente às liberdades de expressão e de mídia”, ressalta.

A deputada Luiza Erundina (PSB-SP) também defende o fortalecimento do CCS e a ampliação de suas atribuições, de órgão consultivo para órgão deliberativo. Para ela, a cultura de participação da sociedade civil nas decisões sobre políticas públicas, por meio de conselhos estaduais e nacional tripartites (com representantes do governo, mercado e sociedade civil), já presente na área da saúde, deve ser estendida ao setor de comunicações. “Os serviços de rádio e TV são concessões públicas, que têm que estar a serviço da comunidade. Não devem seguir apenas a lógica do mercado”, diz.

Fonte: Portal CTB

Mídia - P.I.G

" Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil como ela mesma" Joseph Pulitzer



Ministro da Educação diz que gráfica do grupo Folha não foi capaz de zelar por segurança do Enem

Ao prestar esclarecimentos sobre o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) no Senado, o ministro da Educação, Fernando Haddad, afirmou:

“Não há que se falar em responsabilização criminal e civil de ninguém do Inep [Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais]. Todas as hipóteses foram levantadas. O fato concreto é que uma das maiores gráficas do país não foi capaz de zelar pela segurança”.

Ao tecer o comentário na Comissão de Educação, Haddad fez referências às falhas registradas este ano no cartão de respostas e nas questões do caderno amarelo e também ao vazamento de provas do Enem, no ano passado, dentro da gráfica do grupo Folha (jornal Folha de São Paulo). O ministro defendeu a punição de indivíduos envolvidos nos problemas, mas pediu que as instituições ligadas ao Enem sejam preservadas.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

O ENEM veio para Democratizar a educação superior

 1° Parte

Depois de uma prova do ENEM ter sumido de dentro de uma gráfica da Folha  agora o Estadão e a Folha, na primeira página, parecem alarmados com o vazamento de dados de candidatos do ENEM, que só deveriam ser acessados por portadores de senhas autorizadas.

O próprio Estadão diz que a fonte foram “técnicos” de escolas de São Paulo.

Uma hipótese é que aqueles com acesso tenham aberto as portas a todos.

São Paulo (o Governo tucano de São Paulo, bem entendido) não gosta do ENEM.

No primeiro vazamento, as universidades públicas de São Paulo foram as primeiras a dizer que não queriam esperar pela segunda prova do ENEM.

Interessava ao Governo tucano de São Paulo – como interessa agora – desmoralizar o excelente Ministro da Educação, Fernando Haddad.

Não se trata, apenas, de uma questão pessoal, embora o Ministro da Educação dos tucanos de São Paulo, Paulo Renato de Souza, tenha bons motivos para não gostar da nova gestão (***).

É uma questão política.

E quem já percebeu foi o Di Gênio, o Espírito Santo de Orelha do Ministério da Privatização da Educação dos tucanos.

O ENEM veio para ficar.

O ENEM acabou com o cursinho pré-vestibular (como o Objetivo).

O ENEM vai democratizar a educação superior.

O estudante de Itacoatiara, no Amazonas, se tiver um bom ENEM, pode vir estudar no ITA.

Um estudante de Itaquaquecetuba, São Paulo, se tiver um bom ENEM, pode ir estudar na excelente Universidade Federal de Pernambuco.

Não precisa fazer cursinho.

Nem se deslocar para o local onde quer estudar.

Ou seja, os pobres vão poder estudar nas universidades boas.

Não na USP, que já foi boa ( “Tucanos rebaixam a nota da USP”).

O ENEM (além do ProUni) vai ajudar o bom aluno negro, o bom aluno pobre.

E isso para a elite branca e separatista de São Paulo é um horror !

Horror !

É a pior elite do mundo, segundo o Mino Carta.


2° Parte 

Em Nota Oficial reitores se dizem confiantes no ENEM

A Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) divulgou nota nesta quarta-feira afirmando que mantém a confiança no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

As provas aplicadas no último fim de semana foram anuladas pela Justiça Federal no Ceará após erros de impressão nas provas e folhas de respostas que prejudicaram alguns candidatos.

Para a entidade, o exame "seguirá avançando no seu processo de consolidação e aperfeiçoamento, para que se afirme como instrumento de acesso às nossas instituições e de balizamento para o ensino fundamental e médio".

Pelo menos 83 instituições públicas de ensino superior - entre universidades federais, estaduais e institutos federais - vão utilizar o exame em seus processos seletivos para o primeiro semestre de 2011. Caso a prova tenha que ser refeita para todos alunos, como recomendou a Justiça Federal, haverá atraso na divulgação dos resultados e, consequentemente, no início do semestre letivo das universidades.

Os reitores dizem ter "toda expectativa" de que os problemas ocorridos na edição de 2010 serão "adequadamente resolvidos, sem prejuízo para o processo de seleção em andamento" e que as responsabilidades serão "devidamente apuradas".No Terra

Globo busca audiência em transporte público no país

Há um ano exibindo atrações em TVs em ônibus e terminais de metrô em São Paulo, a parceria da Globo com a Bus Mídia começa a ser estendida para outros estados.No Rio, cerca de 50 ônibus já circulam com telas de LCD exibindo um resumo diário de 45 minutos (novelas, linha de shows e jornalismo) da programação da Globo.

Há 60 dias, o mesmo serviço entrou em funcionamento em 55 telas espalhadas pelo terminal da Barcas S/A, que faz as travessias de barca de Niterói para o centro do Rio.

"Nos ônibus do Rio ainda estamos testando o serviço, mas logo aumentaremos a nossa frota", disse Roberto Ciccarelli, diretor da TV Bus Mídia."Já estamos testando a exibição também em 50 ônibus em João Pessoa (PB). Aos poucos, vamos levar o serviço para todo o Brasil."

Em São Paulo, além de mais de 500 coletivos com televisores, a Bus Mídia instalou a novidade em algumas estações do Metrô, entre elas: Paraíso, Sacomã, Vila Prudente, Tamanduateí, Madalena e Sumaré.

Até dezembro, a empresa espera ter 20 estações com o serviço que, no Rio, já está sendo negociado para entrar no sistema ferroviário.
Outros Estados que estão na mira da expansão da Globo e da Bus Mídia são Minas Gerais e Pernambuco.
 
 

domingo, 7 de novembro de 2010

Denúncia - eleições e preconceito aos nordestinos

SPM *

Adital -
Neste período eleitoral, onde a internet se mostrou um campo de batalha, sobretudo com a investida dos conservadores, mais uma vez, criminosamente, emergiu o preconceito aos nordestinos. Infelizmente muita gente, com mentalidade elitista, sem crítica social, estimulou o ódio, o separatismo e mesmo o racismo. As falas pelo twitter, blogs, chats, mostraram não apenas ignorância, mas preconceito e violência. O alerta foi repassado à sede do SPM por um de seus integrantes Pe. Valdiran dos Santos. O caso mais grave se deu com a estudante de direito, Mayara que, atendendo ao chamado da campanha tucana, transformou a campanha numa guerra entre o que ela chamou de "gente limpinha" e a "massa fedida", principalmente a que reside no Nordeste e "vive do Bolsa Família". Ela fez tais agressões já na noite de domingo, logo após o anúncio da vitória de Dilma Roussef. Na cabeça da menina, ela não deve ter falado nada demais. Afinal, é isso que ela deve ouvir desde criança entre familiares e amigos. Após a polêmica desencadeada na internet, mais manifestações preconceituosas foram surgindo e sendo por outros, contestada.
Imagine-se que tipo de advogada será esta estudante de direito, cultivando preconceitos e discriminações. Não será novidade que ela acabe servindo a uma minoria privilegiada e jamais ao bem comum, à justiça social. É preciso um profundo trabalho de conscientização e denúncia para que esta situação não se naturalize e vire rotina. Em resposta a esse fato, uma historiadora assim se manifestou:
"a educação, em São Paulo, realmente parece ser muito deficitária. Estereótipos e pensamentos do século XIX ainda são muito presente em grande parte dos brasileiros, mas São Paulo vem se destacando como algo inimaginável. O comentário da moça é a prova disso. São criadas imagens e estas se repercutem ainda com tons preconceituosos. Só resta agora que grupos neonazistas aumentem seus números de participantes. Isso é deplorável e vergonhoso num país que se diz respeitador de diferenças, principalmente porque é um país mestiço em sua cor e muito diversificado em sua cultura."

LEI Nº 7.716, DE 5 DE JANEIRO DE 1989
Art. 1º Serão punidos, na forma desta Lei os crimes resultantes de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional." (nova redação dada pela Lei nº 9.459, de 13 de maio de 1997).

NOTA DE REPÚDIO
O Serviço Pastoral dos Migrantes vem a público manifestar seu veemente repúdio ante as atitudes da jovem estudante de direito Mayara Petruso e seus pares por terem produzido e divulgado pela internet mensagens carregadas de discriminação, preconceito racial, incitação ao homicídio e outras ações violentas contra o povo nordestino, por ter exercido seu direito de votar livremente na Presidente eleita Dilma Roussef. Tais atitudes intempestivas ferem frontalmente a nossa Constituição que garante e defende a igualdade de direitos a todos os brasileiros e brasileiras.
Exigimos das autoridades competentes a apuração e punição contra quem anda inundando a rede de internet com todo tipo de mensagens ofensivas contra quem quer que seja. Estes atos gravíssimos, porque abomináveis, para que eles não venham mais manchar a alma da rica diversidade cultural do povo brasileiro.
Pe. Antonio Garcia Peres Neto
Secretário Executivo
São Paulo, 05 de novembro de 2010.

* Serviço Pastoral dos Migrantes

Capas que gostaríamos de ver na Veja





Conversa Afiada (PHA)

Charge do Bessinha

terça-feira, 2 de novembro de 2010

LEGADO DO ÓDIO

A campanha conservadora movida pelos tucanos, a misturar religião e política, trouxe à tona o lodo que estava guardado no fundo da represa. A lama surgiu na forma de ódio e preconceito. Muita gente gosta de afirmar: no Brasil não há ódio entre irmãos, há tolerância religiosa. Serra jogou isso fora. A turma que o apoiava infestou a internet com calúnias. E, agora, passada a eleição, o twitter e outras redes sociais são tomadas por manifestações odiosas.
Rodrigo Vianna (O Escrevinhador)



 
Vídeo reúne as manifestações horrorosas de ódio que tomaram conta da internet nos últimos dias – com calúnias, ofensas e ameaças contra o povo nordestino. É de revirar o estômago. Mas ajuda a lançar luz sobre um Brasil que não gostamos de ver. É bom que o povo do Nordeste saiba como pensam muitos paulistas e sulistas que gostariam de eleger Serra.
 
 
 
 
Xenofobia corresponde à fobia ou medo, um indivíduo que tem aversão a tudo aquilo que é novo (objeto ou pessoa). No sentido social, a xenofobia tem seu uso difundido para designar formas de preconceitos (racial, grupal, minorias nacionais ou culturais). A utilização desse termo traz controvérsias.

Atualmente a xenofobia ocorre principalmente em países desenvolvidos, uma vez que os nativos não querem concorrer a uma vaga de trabalho com um imigrante. É comum a xenofobia ser relacionada com o preconceito de pessoas oriundas de outros países (especialmente os subdesenvolvidos), raças, culturas, costumes e etc. A xenofobia pode se manifestar também de outra maneira, quando um indivíduo evita o contato com pessoas de características diferentes, como as apresentadas.

A xenofobia pode surgir a partir de informações imprecisas e generalizadas sobre um determinado grupo social ou racial. Nesse sentido, a aversão não ocorre por motivo de medo e sim por falta de informação. Casos evidentes desse tipo de preconceito ocorrem quando, por exemplo, dizem que o asiático é sujo, todo mulçumano é terrorista, as pessoas negras não pensam, e assim por diante. Além de preconceitos oriundos de tipos de religiões, contra os homossexuais, ideais políticos, que são puramente intolerâncias sem nenhuma causa justa.

Na Europa há vários casos de xenófobos que agridem imigrantes e até colocam fogo nas casas dos mesmos. A maioria dos países desenvolvidos teme que a chegada maciça de imigrantes possa provocar o surgimento de problemas sociais (desemprego, criminalidade, queda na qualidade de vida etc.), em razão disso, já existem até partidos xenófobos que lutam contra a entrada de imigrantes. Em suma, o xenofobismo aqui destacado tem como objetivo demonstrar o preconceito de origem, ou seja, pessoas de países ricos que possuem aversão a pessoas oriundas de países pobres ou em desenvolvimento.
Por Eduardo de Freitas
Graduado em Geografia
Equipe Brasil Escola
 

domingo, 31 de outubro de 2010

Para o Brasil Seguir Mudando






ORGULHE-SE DO BRASIL :

DILMA ESTÁ ELEITA PRESIDENTE DA REPÚBLICA.

As lições desta campanha, sobretudo a necessidade de se romper o monopólio midiático, não podem ficar de fora da agenda do novo governo.

(Carta Maior; 01-11) 
 
 
A esperança venceu o medo.
A confiança também venceu o medo.
A verdade venceu a mentira.
A honestidade venceu a baixaria.
A blogosfera venceu o PIG.
Quem ganhou foi o Brasil e o povo brasileiro, porque com Dilma o governo iniciado com Lula terá sequência, em boas mãos.
Agora é hora de festejar.
(Amigos do Presidente )
 
 
 
É a derrota do obscurantismo, do atraso, da arrogância antidemocrática, da campanha que, sem poder confessar o programa antipopular e antinacional da direita neoliberal, baseou-se em infâmias e calúnias.